Dica de quinta: não sofra pelo o que não tem

Acabo de ver uma coisa que me inspirou a escrever esse post: uma moça com as pernas muito muito brancas, com várias manchas roxas na parte de trás e com um micro macaquinho. Minha primeira reação foi pensar que o melhor seria tampar as pernas. Mas quer saber? Se ela estava se sentindo bem, quem sou pra dizer o que ela deve ou não fazer? Que ditadura da beleza é essa que diz o que posso ou não, se sinto-me bem com as minhas escolhas?

Não sou panicat. Não dedico a minha vida pra me parecer com uma delas. Nunca pratiquei esportes, por falta de oportunidade mas muitas vezes também por falta de interesse. Não malho atualmente por falta de tempo. E nem tampouco dou uma caminhada por falta de disciplina. Então por que esconder o que tenho, se estou com calor e quero colocar meu shortinho? Que besteira é essa de esconder minhas celulites que estão comigo por eu ser “normal”? Por eu não buscar a perna sarada? Por eu ter escolhido beber a minha cerveja, que por sinal gosto e bebo há alguns anos, e agora dão sinal pelo meu corpo. Por eu ter escolhido comer uma caixinha de chicabon ou a sobremesa quando tenho vontade? Me policio e tenho disciplina, mas algumas vezes eu não quero disciplina. Quero o prazer sem lugar pro arrependimento depois. Outras vezes luto contra a vontade.

Tento manter uma alimentação balanceada, incluo frutas e saladas no dia-a-dia e tenho uma vida agitada, muito embora a minha rotina exija que eu fique mais sentada que em movimento. E no fim dessa realidade vou escolher me esconder, não ir à praia e não colocar o shortinho por que estou “fora de forma”? Forma do quê exatamente? Sou o resultado das minhas escolhas e não escolhi ser um violão. Não estou levantando bandeira alguma, nem recitando música do Roberto Carlos (“quem foi que disse que tem que ser magra pra ser formosa?”), nem mesmo colocando que todas devem optar pelo chicabon. A dica é: aceite suas escolhas. Se escolheu devorar o pudim, lide com isso. Se escolheu o shortinho com as suas celulites de fora, é assim que vai ser.

O que quero dizer exatamente é: se eu não me esforço pra não ter as celulites, por que não vou aceitá-las? Sem peso na consciência. Somos racionais, controlamos nosso cérebro. O externo é resultado do interno e acredite: o que importa é o que você faz pela sua mente e não pelo seu corpo.

Dica de leitura: Epicuro resumido

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