MPB – Mulheres (às vezes nada) Populares Brasileiras

Estive pensando no uso de um apelo visual cada vez mais forte de cantoras brasileiras. É óbvio que é loucura ignorar os figurinos com essa mesma força de cantoras antigas. Na verdade, a vestimenta sempre fez parte do show. No entanto eu vejo um senso estético mais forte mesmo, com uma preocupação de informação e consumo de moda. Se isso é e sempre foi comum em cantoras pops internacionais, nada mais justo que ter nossas representantes valorizando a produção nacional e fazendo bonito. E é por isso que a partir de agora, inauguro um post semanal, toda segunda com a diversidade das nossas belas cantoras brasileiras. Começando e terminando a semana com música!!!

Começo com uma bonitona que descobri há pouco tempo, que mistura música cubana com música brasileira. Isso justificado pelo fato da cantora ser filha de pai cubano refugiado e mãe mineira: o tutu cubano saiu uma maravilha!  A voz da menina é ótima e ouvi-la cantando com Chico Buarque, por exemplo, é um presente. Ainda ajuda a aprimorar o espanhol (jajajaja). O nome dela é (Jéssicaaaaa) Marina de la Riva. A descobri numa versão de Tahi e já ouvi tanto que aproveitei pra aprender a cantar além da estrofe que todo mundo conhece. O arranjo é ótimo! Apesar disso, pesquisando percebi que em muitos vídeos ela não apresenta o mesmo potencial ao vivo. Uma pena… Sem mais, deixo-os a cargo de imagens e sons:

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Pra quem gosta, vale à pena conferir aqui a estória/história da cantora

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Recado

Eu adorava essa música desde que era bem mais nova. Ela é totalmente taurina. E por curiosidade joguei no Google e o Wikipedia me disse que Gonzaguinha era teimoso, digo, taurino, assim como eu. Apesar da teimosia expressa na música, estão lá também o companheirismo e a entrega ao outro. Eu sou suspeita porque adoro a música, mas também gosto de dividir coisa boa:

Recado

Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Se me der um beijo eu gosto
Se me der um tapa eu brigo
Se me der um grito não calo
Se mandar calar mais eu falo
Mas se me der a mão
Claro, aperto
Se for franco
Direto e aberto
Tô contigo amigo e não abro
Vamos ver o diabo de perto
Mas preste bem atenção, seu moço
Não engulo a fruta e o caroço
Minha vida é tutano é osso
Liberdade virou prisão
Se é amor deu e recebeu
Se é suor só o meu e o teu
Verbo eu pra mim já morreu
Quem mandava em mim nem nasceu
É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver
E se tentar me tolher é igual
Ao fulano de tal que taí

Se é pra ir vamos juntos
Se não é já não tô nem aqui

If you seek Amy

Há anos atrás, eu parei o zap do controle no Brit Awards, a premiação britânica da música. Eu fiquei impressionada com a figura e a voz da TV. E essa figura era a Amy Winehouse. É possível se impressionar com a Beyoncé também, que tem uma boa voz, uma enorme presença e investe pesado em um corpo de ótimos dançarinos e na apresentação circense. No entanto, não possui nada de extraordinário. A Amy sim era extraordinária. Do figurino à figura. Da cabeça aos pés, literalmente. A cantora tornou-se icônica rapidamente e ditou tendência. Vestidinhos evasês marcados na cintura, com ou sem cinto, saltão, shortinho desfiado com blusa regata, corpetes xadrezes, tomaras que caia com decote coração, maquiagem de gatinho nos olhos foram vistos em desfiles e vitrines pelo mundo à fora. Amy Winehouse não inventou isso, mas tornou fortes esses modelos. A sua moda pegou.

Acho uma pena a sua perda, mas honestamente, poupo meus sentimentos para fatalidades. Li que sua mãe afirmou que a morte da filha era uma questão de tempo. É lamentável ouvir isso de uma mãe e não sabemos o quanto essa mãe lutou para reverter a situação e por isso me poupo do julgamento. Apesar disso, meu único órgão que sentirá essa perda serão meus ouvidos, coitados.

Sou uma pessoa muito sentimental, mas Amy parece ter feito da vida junkie seu estilo de vida. Fez seu sucesso sob isso. Parecia tirar onda e rir na cara do perigo. Deve ser realmente uma loucura ganhar rios de dinheiro e uma fama repentina mundial. Não viver como uma pessoa “normal”. A estrutura psicológica deve ser tremenda pra suportar um mundo de facilidades. Os problemas, que são comuns a todo mortal, são transformados em freak show pela mídia. A mesma mídia que agora divulga homenagens, shows, entrevistas. E eu, que nunca dissipei, nem dei suporte a esse tipo de show, deixo em imagens o ícone de moda: Amy Winehouse.

Cintura marcada com cinto, decote e sutiã aparente

Mais cinturinha marcada, cinto e sapatilha

Make clássica da cantora

Decotão + sutiã

Mais da dobradinha

Influência Amy nos vestidinhos Moderniña

DEVil

Esses dias baixando hits, descobri a Dev. E pesquisando agora descobri que é uma menina mais nova que eu, sem precisar dizer quantos anos. Você com certeza dançou ou ao menos mexeu o pezinho com uma das músicas cantadas pela Dev. Sem mistérios, ela é a cantora do Like a G6, música em parceria com o grupo de hip-hop The Cataracs que a descobriu no MySpace. Apelidei a música a seguir de Like a G6 Two. Não me aprofundei nas pesquisas, mas li por aí que a Booty Bounce veio antes e virou o refrão do Like a G6. Sem mais, recomendo a música para se for o caso, rebolar até o chão. E do jeito que a menina está produzindo e conquistando lugares nas paradas de suuuucesso, daqui a pouco ela lança o Like a G8 – uma música altamente globalizada.

E aqui o novo hit junto com o The Cataracs, num típico videoclip hip hóptico (dobradinha mulheres e coisas proibidas) :